Entrevista concedida pelo professor Ramayana Vargens
a Pedro Buente e Catarina Angeli, estudantes do INSP
Quais os projetos que a escola está executando ou pretende executar na instituição com os alunos e quais os objetivos que a escola pretende atingir ?
RV: A escola desenvolve vários projetos, não posso falar de todos, posso falar por três projetos importantes e que de certa forma eu estou envolvido. Um projeto é a participação da Piedade ao programa das escolas associadas a UNESCO, por exemplo, agora em Fortaleza, tem um grupo de professores da Piedade que foram ao encontro que pertencem ao programa da UNESCO. Qual o nosso objetivo com isso? Nós somos integrados a UNESCO e trabalhamos todo ano o tema que a UNESCO lança no Brasil todo, para ser trabalhado, esse ano foi o ano da integração da floresta. Nós não queremos sendo apenas, digamos assim, associada a UNESCO, e a única coisa que faz é trabalhar o tema que ela sugere. Então eles (os professores) estão indo a Fortaleza para discutir vários outros projetos que a UNESCO teria para aproveitar, para oferecer ao nosso colégio, esse é um projeto importante no ano que vem a nossa relação com a UNESCO ela vai ficar mais, digamos assim, completa, porque vamos atuas mais conjuntamente.
Outro projeto que é interessante, é o de encerramento do ano letivo, nós fazemos sempre um grande evento, inclusive com manifestações artísticas, esse ano será 28 e 29 de outubro, então esse projeto, neste ano, em cima do ano internacional da integração das floresta, a escola está toda mobilizada e estamos tentando mudar a cara de como esse evento é realizado. Antigamente existia o mosaico cultural, que era a soma de pequenos projetos, colocávamos tudo junto e fazíamos um grande evento, agora estamos partinho para trabalhar um musical, um espetáculo, que tenha muita música, dança e muita expressão do teatro, e que essa linguagem de espetáculo traduza aquilo que os estudantes trabalharam o ano todo.
O terceiro projeto que estamos envolvidos é o programa da educação global, que esse ano de 2011, foi um grande ano na educação global que nós estamos abrindo novas áreas desde 2008, intercambio com a escola ursulina de Dallas, EUA, e esse ano já avançamos para outro campo, levando a primeira turma de alunos para a África do Sul, e ampliamos os nossos contatos para os EUA, visitamos mais de três escola ursulinas lá, umas dessas novas escolas já vieram, então temos intercâmbios marcados com duas escolas do EUA e nós queremos mais duas para visitar em 2012, para também iniciar essa troca de alunos e professores, e também, estive agora no Chile, e tem mais duas escolas em Santiago de língua espanhola. Na minha opinião foi um grande crescimento nesse projeto.
Como está sendo a reação dos alunos diante desses projetos?
RV: Eu acho que a reação dos alunos é sempre muito boa, pois eles são muito entusiasmados com tudo aquilo que seja uma manifestação fora da sala de aula, mas nós temos muita clareza de que os projetos para serem bem desenvolvidos, precisam ter um enraizamento, é preciso criar uma certa tradição nesses três campos que eu citei, o nosso evento do final do ano, estamos mudando a sua formação, então leva mais a vontade para participar e entender melhor como eles podem contribuir e criar a partir da proposta que a escola coloca no musical, o projeto de intercambio tem uma aceitação total, todo mundo quer viajar, todo mundo gosta de receber alunos estrangeiros e eu acho que até agora, nós temos muitas boas noticias a respeito.
O terceiro projeto que eu citei que é com a UNESCO, nós, até agora, apenas conseguimos o tema que a UNESCO nos proporcionava , a partir de 2012, nossa expectativa é que nos envolvamos em outros projetos da UNESCO, então uma coisa nova, ainda não posso dizer como os alunos receberão, mas tenho certeza que será muito interessante também.
Qual a preocupação da escola em relação a preservação das florestas?
RV: A escola tem uma filosofia que por si só é favorável a idéia de sustentabilidade, preservação do meio ambiente, porque toda a nossa doutrina enquanto escola, ela se baseia aos valores, que são importantíssimos, amor e respeito eu acho que a raiz do sentimento de preservação é exatamente isso, ter amor a vida e respeito a natureza. A proposta da escola naturalmente contempla tudo isso, agora para isso ser executado, depende muito mais das circunstancias, depende de como os professores estão caminhando, de como isso é transformado em ação pedagógica em sala de aula, mas eu acredito que a escola cumpre seu papel, ela faz um esforço muito grande para manter vivo dos professores e toda ação pedagógica da escola esse pensamento e essa atitude vigilante de conscientização em relação a questão ambienta.
E entre o meio docente, como está a relação diante desses projetos?
RV: Eu tenho tido uma reação boa, porque o professor hoje percebe que precisa estudar constantemente, que precisa está sempre revendo sua prática, buscando novas forma de expressão, trabalhar novas linhas de conhecimento, interagir mais com as outras matérias, o ensino cada vez mais interligado, então a resposta tem sido muito boa até aqui. Eu acho que a Piedade para professor é uma escada muito interessante porque ela investe no professor, ela banca a formação do professor, eles saem, viajam, participam de encontros, tem experiências fora, a Piedade chama pessoas de fora para dar palestras, então isso faz com que o professor reconheça a Piedade como centro de formação, e de reciclagem profissional também, isso é muito bom, pois o profissional gosta quando isso acontece.